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Agir em conjunto para diminuir o risco da dengue é a alternativa afirma promotor

Segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

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Assis Chateaubriand – Vários segmentos da sociedade estão aderindo ao enfrentamento ao Aedes Aegipty, o mosquito transmissor da dengue no município de Assis Chateaubriand. O assunto voltou novamente em pauta esta semana quando o promotor de justiça da comarca local dr. Marcelo Pato Cunha, concedeu uma entrevista coletiva aos veículos de comunicação da cidade.

O principal objetivo é fazer com que toda a população entenda os perigos causados pelo vetor e principalmente conscientizar de que estamos lidando com uma situação perigosa e delicada, pois dengue mata e é necessário termos a consciência disso.

Na oportunidade dr. Marcelo afirmou que o assunto é um conjunto de responsabilidades que vão desde os órgãos públicos até a comunidade que deveria estar trabalhando em conjunto para eliminar o mosquito. “Temos que agir em conjunto e não existe alternativa”, aponta o promotor.

O MP quer evitar que casos como o ocorrido em 2009, onde uma pessoa perdeu a vida em decorrência da dengue não volte a ocorrer no município, por isso tem solicitado ao poder público ações necessárias para este combate. “Temos que evitar uma epidemia e a prefeitura de Assis Chateaubriand através de conversas com a promotoria tem agido buscando soluções imediatas”, declarou.

Um dos principais problemas enfrentados atualmente no município chateaubriandense é a grande dificuldade encontrada pelo poder público em “educar” a população em relação aos criadouros do mosquito, que são os mesmos ao longo de dez anos atrás, ou seja, pratos de plantas, latas e entre outros recipientes que acumulam água.

De acordo com o MP o município tem notificado os proprietários onde foram encontrados focos do mosquito Aedes Aegypit, com objetivo de eliminar os criadouros, mais estas notificações não estão surtindo efeito. “Nem a multa ajudaria, pois o cidadão paga a multa e quando os agentes retornam na residência a situação é a mesma encontrada anteriormente”, lembra.

A solução encontrada em comum acordo entre Poder Público e Promotoria é que os procedimentos administrativos aplicados pelo município irão continuar mais a partir de agora também implicará em responsabilidade criminal. “O cidadão também terá sua responsabilidade criminal, ligada ao crime de desobediência e se há uma infração criminal, será informado à delegacia de polícia para registro de Boletim de Ocorrência e o munícipe irá responder criminalmente por isso”, explicou.

Segundo ainda dr. Marcelo, ao cidadão infrator será proposto como pena serviços a comunidade, mais direcionada ao combate a dengue. “Ele terá que limpar efetivamente o terreno e se caso ele não cumprir, ele será denunciado e terá um processo criminal contra si, ou seja, não terá mais conversa, ou seja, de nada adianta o município fazer sua parte se não ocorrer a colaboração da população, não temos outra alternativa”, complementou.

No período de janeiro 2013 a 19 de dezembro 670 casos da doença foram confirmados no município, sendo 654 autóctones, ou seja, contraídos dentro do município e 16 importados.

O último resultado do Levantamento de Índice Rápido do Mosquito Aedes Aegypti, transmissor da Dengue – Lira -, dão conta de que o índice de infestação na cidade é de 0,80%.

Conforme o Ministério da Saúde, que orienta o Lira, o índice considerado normal é até  0,99%, a faixa de 1% a 3,9% é de alerta e acima disso o índice apresenta situação de risco de epidemias de dengue.

Desde o início do ano o município de Assis Chateaubriand, através do setor de endemias da Secretaria Municipal de Saúde, literalmente declarou guerra contra a dengue. Por inúmeras vezes a população tem sido convocada para juntar esforços no sentido de realizar ações em conjunto de combate aos criadouros do mosquito Aedes Aegypti. ”Já realizamos diversos arrastões, limpeza de terrenos baldios, conscientização nas escolas públicas, arrastão no cemitério municipal, batemos de porta em porta conscientizando os moradores, além de blitz educativas com distribuição de flyers, sacos plásticos para recolha dos criadouros”, lembrou o secretário de Saúde Marcos Roberto Linartevis.

Fonte: Da Assessoria

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