Sábado, 25 de fevereiro de 2012
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Prefeitura aguarda repasse de emendas federais
Várias obras já iniciadas no município estão paradas por falta de dinheiro que o governo federal deveria ter liberado ainda no ano passado. Algumas de recuperação e outras são obras novas que o munícipe aguarda há mais de 40 anos, como o asfalto em frente ao Estádio Municipal, na Avenida Dom Pedro I. Também aguardam liberação de verbas, as reformas da Praça das Américas, Auditório da Prefeitura, Estádio, construção das últimas etapas da Ciclovia e colocação de paralelepípedos nas ruas do distrito de Encantado do Oeste.
Conforme o secretário de Obras e Planejamento da Prefeitura, Roberto Fabiano da Costa, todas as obras iniciadas já passaram por medições de serviços realizados, pelos engenheiros da Caixa Econômica. “A Caixa tem tudo para liberar novas etapas de obras, menos o dinheiro que vem do governo federal. Estamos aguardando sem poder fazer nada. A nossa parte está feita; o município já investiu o dinheiro da contrapartida”, informa.
Fabiano destaca ainda que muitas pessoas imaginam que quando uma obra tem início, o dinheiro já está à disposição para o término. “Não é bem assim. As verbas dos governos estadual e federal são liberadas conforme o andamento da obra. Se o dinheiro deixa de vir, a obra para. Estamos recebendo aos poucos, a ‘conta gota’. A Praça Nossa Senhora do Carmo já deveria estar toda reformada, mas a primeira parte da verba só foi liberada recentemente. Assim que a Caixa repassou o dinheiro nós começamos as obras”, salienta.
Corte em verbas é geral
Conforme matéria publicada no jornal O Paraná de ontem, 24, “Corte no orçamento vai estagnar economia em municípios do Oeste”, o governo federal torna desesperadora a situação dos municípios ao produzir cortes no Orçamento de União de R$ 55 bilhões. O jornal destaca que “enquanto os pequenos e médios municípios da região clamam por mais recursos, o governo federal investe bilhões e prioriza investimentos nas capitais com megaempreendimentos tendo em vista a realização da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016”.
Segundo o Ministério do Planejamento, os cortes de recursos por ministérios são (em bilhão de reais): Saúde, 5,47; Cidade, 3,32; Turismo, 2,01; Agricultura, 1,95; Educação, 1,93; Esportes, 1,8.
Prefeitos se reúnem
No próximo dia 2 de março, os prefeitos do Oeste se reunirão na sede da AMOP para discutir os cortes no orçamento federal. A prefeita Dalila José de Mello disse que o maior problema está na Saúde. “Com os cortes de recursos todos os atendimentos da Saúde ficam prejudicados; da distribuição de remédios até o mais simples serviço dos postos. Só com os recursos do município não é possível fazer o atendimento digno que o munícipe precisa e merece”, destaca.
Ainda segundo o jornal O Paraná, o presidente da AMOP e prefeito de Corbélia, Eliezer Fontana (PP), classifica a situação como “puro descaso”. “Aprovamos várias atitudes do atual governo, mas essa em particular é lamentável”, afirmou. Elizer disse ainda que o corte no orçamento da Saúde caiu como um balde de água fria nas gestões públicas, já castigadas com a queda do FPM e a quebra na safra provocada pela estiagem.
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