Quarta-feira, 16 de maio de 2012
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A parceria firmada entre a Prefeitura, Instituto Federal do Paraná (IFPR), Campus Assis Chateaubriand e Emater pretende fazer a recuperação e proteção de dez nascentes de água na zona rural do município até o fim deste ano. A primeira propriedade a receber os trabalhos foi no ramal Caracú, do agricultor João Carlos Bandeira.
O projeto “Nascente Viva” tem por finalidade garantir a qualidade da água consumida pelos produtores rurais, oferecendo uma água com qualidade e sem impurezas, integrando os alunos do curso de Agroecologia com a prática.
Na parceria, a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, entra com parte do material; o IFPR com a mão-de-obra, alunos bolsistas do curso de Agroecologia, e a Emater com os técnicos.
O trabalho de proteção é captação da água é realizado de forma artesanal, manual. É feita a limpeza em torno dos olhos d’água e a colocação de pedras marroadas, que faz um bolsão, onde fica armazenado a água. O local é coberto por solo-cimento, material composto por terra especial de formigueiro com cimento. Por fim são colocados canos para o dreno, fazendo a retirada da água e a levando à residência, para o consumo.
Conforme a orientadora do projeto, professora Eliana Peliçon Pereira, quem ganha com a recuperação são todos, o meio ambiente, as famílias beneficiadas e os alunos de Agroecologia. “Com esse trabalho, estamos viabilizando ao agricultor que use a água da mina com qualidade, que não tenha nenhuma impureza, como coliformes fecais e totais, contribuindo com a saúde de quem consomem. Para os alunos, eles estão envolvidos na parte prática, munindo o que eles aprenderam na teoria, na sala de aula”, explica a orientadora.
O secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Maurício Daciulis, destaca que além de sua pasta dar atenção à produção e escoamento de safra, há uma preocupação muito grande com o meio ambiente e com a qualidade de vida e saúde dos agricultores. “Várias comunidades serão beneficiadas com esse trabalho. Serão dez; duas ou três por mês. Demora de meio dia e até dois dias a recuperação de cada mina. A próximo que vai receber proteção será no ramal Guarani. Esse projeto vem com uma grande preocupação com a saúde do agricultor, tirando contaminantes da água, que é consumida pelo próprio produtor, familiares e animais”, detalha Daciulis.
Segundo o técnico agrícola da Emater, Vanderlei Mariussi, a Emater há cerca de cinco anos na região de Toledo já desenvolve esse trabalho. Já foram feitas em torno de 240 recuperações de nascentes na região até hoje, o foco maior foram maior os municípios de Iracema do Oeste, Jesuítas, Formosa do Oeste e São José das Palmeiras. “Com essa parceria, começamos a intensificar o trabalho de recuperação em Assis Chateaubriand também. Nesse projeto fazemos a coleta da água antes de começar os trabalhos. Depois de 30 a 60 dias do término da recuperação a gente faz a coleta de novo para comparar e ter uma estatística da melhoria da qualidade dessa água. De modo geral, é comum a gente encontrar nas minas, rato, perereca, rã, enfim, uma série de animais, que tomam, defecam e urinam nessa água, que o produtor consume. Com esse trabalho, a gente elimina toda essa situação e o produtor passa a consumir uma água que tem qualidade”, comemora Mariussi.
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